POEMA DO DEDO EM RISTE
Por que?
Justo você?
Vo-cê?
De dedo em riste?
Que coisa triste!
Precisar de confrontos
Com otários e tontos
Você vive assim?
Olhe prá mim
Veja enfim
Seja esperto
Busque até água do deserto
Mas fique firme, não inerte.
Evite o confronto agora
Ponha fogo nos olhos
E aqueça o coração
Bora lá, sem ilusão.
Evite o confronto com outras pessoas,
Pessoa,
Nem calunia os demais
Como se fossem banais
As lutas de cada um
Nesse tatame incomum
De ser a gente mesmo,
Alias gente pior que bicho
Daquele que rói o lixo
Porque bicho tem sido bom
Porque gente é bicho
Bicho solitário
Pouco solidário
Que tenta só bailar num alçapão.
Evite o confronto
Com outras pessoas,
Senão afunda a canoa.
Nem calunie o semelhante
Por prazer de brilhar
Um instante.
Vai devagar,
Alias pare com isso,
A ninguém exponha
Nem proponha
O caos na ordem
Do respeito aos iguais.
Tristes e banais
São todas as perguntas
Que têm menos de um milhão de respostas.
Pouco louvável
Essa luta invencível
Contra pessoinhas indefesas
De língua afiada
Parem serpentes amotinadas.
E eu tenho um segredo
Confesso meu medo
De quem faz comentários
Oh perdido esse otário
Que fala palavras desagradáveis
Em troca de desavenças
E humilhações de quem
Desafia os outros em confusões fúteis
Que se iniciam em discussões inúteis.
Antes que venha
E me atormente
Seja feliz, siga em frente
Ao mesmo tempo,
Não reclame, tá?
Arranje quem te ame
Porém olhe nos olhos
Sempre e não critique
E JAMAIS se lamente.
Vai fundo,
Se oriente.
Se oriente.


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