Aqui vai um poema de um poeta adormecido, acordado pela pandemia do secúlo 21. 


 

Por que?

Justo você?

Vo-cê?

De dedo em riste?

Que coisa triste!

Precisar de confrontos

Com otários e  tontos

Você vive assim?

Olhe prá mim

Veja enfim

Seja esperto

Busque até água do deserto

Mas fique firme, não inerte.

Evite o confronto agora

Ponha fogo nos olhos

E aqueça o coração

Bora lá, sem ilusão. 

 

Evite o confronto com outras pessoas,

Pessoa,

Nem calunia os demais

Como se fossem banais

As lutas de cada um

Nesse tatame incomum

De ser a gente mesmo,

Alias gente pior que bicho

Daquele que rói o lixo

Porque bicho tem sido bom

Porque gente é bicho

Bicho solitário

Pouco solidário

Que tenta só bailar num alçapão.

Evite o confronto

Com outras pessoas,

Senão afunda a canoa.

Nem calunie o semelhante

Por prazer de brilhar

Um instante.

Vai devagar,

Alias pare com isso,

A ninguém exponha

Nem proponha

O caos na ordem

Do respeito aos iguais.

Tristes e banais

São todas as perguntas

Que têm menos de um milhão de respostas.

Pouco louvável

Essa luta invencível

Contra pessoinhas indefesas

De língua afiada

Parem serpentes amotinadas.

E eu tenho um segredo

Confesso meu medo

De quem faz comentários

Oh perdido esse otário

Que fala palavras desagradáveis

Em troca de desavenças

E humilhações de quem

Desafia os outros em confusões fúteis

Que se iniciam em discussões inúteis.

Antes que venha

E me atormente

Seja feliz, siga em frente

Ao mesmo tempo,

Não reclame, tá?

Arranje quem te ame

Porém olhe nos olhos

Sempre e não critique

E JAMAIS se lamente.

Vai fundo,

Se oriente.

Se oriente.

 

 

 

 

0 Comentários