A memória de um amigo você celebra falando coisas boas que ele fez.



 Na triunfante entrada de Campinas pela rotatória da Bosch, todos temos a grata satisfação de metro por metro, nos seus 51 quilômetros,  ter percorrido a rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença. 

Assim que você vence a Alameda Faustina Franchi Annichino, em Capivari, ainda em solo urbano adentra a avenida Tarsilla do Amaral, bem na saída da terra dos poetas em direção ao resto do mundo até as grandes capitais. Pode ir para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e a uma infinidade de municípios ao leste de Capivari.

Ele mesmo percorreu esse caminho carregado de esperanças rumo às grandes reuniões que fez para si, para o Correio de Capivari e para a Cidade/Região que o respeitava tanto. Naquele tempo essa rodovia era chamada apenas de SP-101, cheia de perigos e de acidentes horríveis, que ceifou vidas como do seu Briolange Grous, esposa e tantas outras. Rodovia também conhecida na época, para nossa tristeza, como Rodovia Campinas-Monte Mor. Hoje ela ainda mede ainda 51 quilômetros mas possuí duas faixas no trecho entre Campinas e Hortolândia e pista única no trecho entre Hortolândia e Capivari. Em homenagem ao Kike, e, em favor de maior segurança para os trauseuntes de Campinas, Hortolândia, Monte Mor, Elias Fausto, Capivari, Rafard, Mombuca, Rio das Pedras, Tietê e adjacências. Esperamos que seja duplicada logo.

Hoje está tudo bem diferente! O mundo reconhece no Google e no GPS o nome do nosso melhor jornalista de todos os tempos. Não só daqui, como de todo o interior paulista.

Foi meu amigo, meu professor de colunismo e incentivador na batalha pela noticia e pelo entendimento das coisas. Ele e seu primogênito Flávio Proença, fiel escudeiro e seu companheiro profissional.

Lembro-me de quando cheguei na redação do “Correio de Capivari” na rua Tiradentes, em frente o Banespa e ao lado da Foto do seu Kozo Yassuda e da loja do seu Guido Rui. Com um papel datilogrado contendo anotações de mensagens para grupos de jovens católicos do TLC me ofereci para escrever. Kike “ Está bom”, mas tem que me entregar até quarta feira, um por semana. E publicou.

Feito Jackson Antunes que era um anônimo e virou outro famoso ao aparecer na Rede Globo, vivendo o capataz de Antônio Fagundes já no primeiro capítulo da novela “O REI DO GADO”. Quando sai na rua naquele sábado era só leitores do Correio me cumprimentando, padre Eusébio. dona Terezinha Colaneri, a enfermeira Maria do Carmo Martins me abraçou forte emocionada, seu Nadir Cereser, Mário Roque, José Amaral Duarte, dona Vitória Mattar. Era o auge da minha carreira. Com sorte, nem um mês depois, seu Kike me chamou com abano quando eu avistava ao longe na esquina da Matriz a redação cheia de gente. Eram políticos de São Paulo com o porta malas cheio de máquinas de escrever: “Escolha uma”. E peguei uma Olivetti esverdeada feliz da vida e deixei guardada na sacristia com padre Eusébio até quando ele me levou de fusca para o Lar de Jesus.

Seu Kike e dona Alcinda, o tempo ensina mas também judia. Casaram-se em Santa Bárbara d´Oeste; ela professora depois secretária do Padre Fabiano. Tiveram 11 filhos: José Francisco, Alcinda Maria, Flávio Antonio, Mário, Marieta, Lino, Teresa Cristina, Paulo Henrique, Luís Carlos, Maria da Glória, João Eduardo.

Político antenado, habilidoso, fez um grande círculo de amigos na esfera local, da capital e de cidades vizinhas. Fez campanha em seu jornal pelas melhorias do abastecimento de água, esgoto e de energia.

O jornalismo foi feito para Kike e Kike para o jornalismo. Por algum tempo, trabalhou em Bauru e na Capital, mas foi em Capivari que se projetou no Correio de Capivari, de propriedade de seu pai, que posteriormente associou-se ao empresário Antonio Mattar e hoje muito bem conduzido por seu filho dr Arnaldo Mattar.

O nobre Kike fez 100 anos aos 23 de maio de 2016. Filho de Flávio Stein de Proença e de Marieta de Aguirre Proença (neto de Josino Ataliba de Proença e Maria Carolina Stein, e de Francisco Torquato de Aguirre e Maria Leopoldina de Aguiar).

Não bastasse isso tudo, foi jogador no Juventus. Seu nome está também numa rua do bairro Itaberaba de São Paulo, rua Aguirre Proença. Ocupará meu coração para sempre!

 

 

 

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