GREGÓRIO
Em 1994, em busca de melhores dias, o casal Tânia Tonin e Gregório Maschieto, encheram os olhos d´água e o coração de esperança e partiram de Capivari. Levaram seus dois maiores tesouros, os filhos Gabriel e Bruna.
Um provérbio antigo diz: “Quem deseja colher rosas deve
suportar os espinhos.” Eles partiram para a região Centro Oeste e, anos depois
para a região Norte do Brasil, deixando parentes e amigos na aconchegante e desenvolvida
Capivari, foram plantar dias melhores em terra estranha, com gente desconhecida.
Mas gente boa e gente ruim existe em qualquer parte. Estão todos de volta à
Capivari, sãos e salvos, e ainda com a família aumentada com nora, genro e um abençoado
casal de netos.
Tânia e Gregório, como tantos que partimos levando saudade e
o nome de Capivari nos confins do País, com certeza têm no âmago muita história
para contar. Algumas das decisões mais importantes da vida são tomadas às
custas de coragem, no geral em momentos tristes, quando não há muitas opções
nem tempo para reflexão e é impossível prever o desfecho do que estamos prestes
a fazer. Mas, então, lembremos do salmista e sigamos andando – com um rio de
lágrimas nos olhos e sangue nas ventas –, carregando feixes de boas sementes
para, mais tarde, em júbilo, colher fardos e fardos de bons frutos.
Conversei demorado com Gregório sobre a experiência da vida
atual e o que mexe com seu coração nesse momento. Ele fala dessas coisas todas
com o amor de um chefe de família caseiro e apaixonado pela esposa. E fala de
Deus o tempo todo com fé. Como fala também da sua preocupação com o momento
político. O foco do grupo ideologico do qual ele faz parte se dirige à necessidade
da aprovação da urna eletrônica com voto impresso auditável publicamente.
Os ideais bolsonaristas são defendidos por muitos na terra
dos poetas, cidade que se desenvolveu em muito pela produção agrícola e
pecuária, onde Gregório achou base para trabalhar com êxito e ajudar no desenvolvimento
do Brasil. Uma pessoa feliz é aquela que, tendo aprendido a cultivar em solo
rochoso ou arenoso, consegue extrair dali belos frutos. Alegria é uma planta
que cresce em terreno difícil. Dito de outra forma, a vida é um composto feito
ora de momentos de sofrimento e amargor, ora de momentos de puro deleite. Assim
como não há vida só de tristezas, também não há vida só de alegrias. Nosso
caminho será sempre permeado de pedras e de flores.
Talvez por isso seu Carlos Colnaghi dizia que o homem do
campo é dono do próprio destino porque sabe ganhar a vida em qualquer lugar. Sabendo
disso, precisamos nos fortalecer na bonança e nos preparar para as situações de
tristeza e crise, pois, afinal, é nelas que temos de tomar algumas decisões bem
importantes. Se não estivermos preparados, corremos o risco de entrar em
desespero e desistir. Pior ainda: podemos simplesmente nos acomodar ao
sofrimento, permanecendo infelizes mesmo depois da solução dos problemas. É
preciso fazer diferente. O melhor é enfrentar as dificuldades com determinação,
crendo na vitória, desafiando os pessimistas que nos rodeiam e esperando a
felicidade como recompensa. É preferível sonhar com a felicidade que um dia
podemos ter a chorar por aquela que perdemos.
Entre uma coisa e outra, Gregório demonstra sua controlada
certeza da reeleição de Bolsonaro. E assim, no passo a passo, procura divulgar
as conquistas do Governo Federal, conquistas que estão em linha reta com as
suas próprias depois de uma longa história de esforço, lágrimas e sacrifícios,
dele e da família.
O júbilo é uma dádiva que só vem depois do trabalho duro, do
acordar cedo, do cultivar a lavoura, do preparar-se adequadamente. No caminho,
o agricultor terá de lidar com ervas daninhas, pragas, variações climáticas,
terrenos minados, a inveja do concorrente; ou seja, com todo tipo de ameaça e
peste. Para piorar, é muito comum que, nessas horas, ele esteja só. Nesses
momentos, o filho chora e a mãe não vê. Mas também é nesses momentos que o
menino vai se transformando em homem.
O Senhor nos guarde a
abençoe.


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